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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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Beach Park e Hopi Hari, quando enfrentar a crise é a solução

Toda empresa é vulnerável e está sujeita a passar por uma crise de imagem ou por alguma situação embaraçosa em algum momento. O que faz uma empresa superar estes obstáculos é uma estratégia eficaz e um plano de gestão de crise, capaz de preparar a organização para riscos e o gerenciamento de crise, caso qualquer problema venha a acontecer. Qualquer negócio possui riscos, e estar preparado faz toda a diferença.

Recentemente, o parque Beach Park foi cenário de uma tragédia. Um acidente em um dos brinquedos causou a morte de um homem. A família de Ricardo José Hilário Silva afirma que o parque foi irresponsável em não calcular o peso das pessoas que entraram no brinquedo.

Em nota, o parque informou que as autoridades e as perícias vão esclarecer se houve ou não falha na segurança e, contou que diversos testes foram realizados. Além disso, a fabricante do brinquedo confirmou que a morte do homem foi a única fatalidade ocorrida em todas as instalações ao redor do mundo.

Case Hopi Hari

Não é a primeira crise que conhecemos envolvendo um parque de diversões. Uma delas, que trouxe comoção nacional, foi a do Hopi Hari, que, desde a sua inauguração, sofreu inúmeros abalos em sua imagem e reputação que envolviam crises financeiras e uma morte trágica. Foi em fevereiro de 2011 que Gabriella Yukari Nichimura, de apenas 14 anos, caiu de uma altura entre 20 e 25 metros enquanto estava no brinquedo La Tour Eiffel, também conhecido como “elevador”.

Analisando os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo do dia seguinte ao acidente, o Hopi Hari agiu de forma correta no gerenciamento de crise, passando informações sobre o parque e colocando documentos à disposição para a fiscalização.

Porém, o que acontecia nas redes sociais era o inverso. Posts, tweets e compartilhamento de informações sobre a tragédia se disseminavam rapidamente e mesmo assim o parque abriu suas portas naquele dia e recebeu os piores comentários.

O Beach Park

O Beach Park ainda tem uma longa cruzada pela frente. O apoio aos familiares da vítima, aos funcionários envolvidos no acidente e a colaboração com as investigações; tudo isso é apenas o início desta jornada.

O parque não abriu no dia seguinte ao acidente e lançou o seguinte comunicado:

"O Beach Park esclarece que está totalmente dedicado ao suporte à família de Ricardo José Hilário da Silva e apoiando as investigações dos órgãos responsáveis pela perícia, que estiveram hoje dentro do parque. A família e a vítima já estão a caminho de sua cidade de origem.

O Beach Park reforça que possui alvará de funcionamento e que são realizados testes em todas as atrações antes de inaugurarem oficialmente. Para o lançamento do Vainkará, que levou dois anos e meio para ser desenvolvido e instalado no parque, a empresa canadense ProSlide, fornecedora e desenvolvedora de atrações dos maiores parques aquáticos do mundo, realizou inúmeras descidas testes com uma equipe especializada enviada ao Brasil e autorizou o início da operação do equipamento.

O parque reitera que é completamente equivocada a informação de que a boia ultrapassou a barreira de contenção do brinquedo e que os visitantes tenham sido arremessados. A boia virou no final do percurso dentro da atração, já próximo da piscina. A perícia está sendo realizada pelas autoridades com apoio do Beach Park e a identificação das causas do acidente só será confirmada após a finalização deste trabalho."

Ambos os casos ganharam grandes proporções nas redes sociais. Os parques deveriam estar preparados para gerir e gerenciar a crise no meio online por meio de comunicados nas redes sociais esclarecendo dúvidas e fornecendo informações relacionadas ao caso. É fundamental manter uma comunicação efetiva para abastecer o público com informações corretas e pertinentes.

A WPB atua na gestão e no gerenciamento de crise prevendo possíveis riscos e e elaborando planos de ação. Saiba mais clicando aqui.

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