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Cases digitais: quando uma imagem gera crise de marca

Sabia que uma imagem mal interpretada pode gerar a próxima crise de sua marca?

Acontece que vivemos cercados de novas tecnologias. Ferramentas, plataformas e aplicativos são desenvolvidos a todo momento para nos ajudar. E é nesse cenário que surgiram as mídias digitais, como o Facebook, o Instagram e o Twitter.

Essas redes permitem uma interação constante dos usuários com as marcas. E, dentro desse ambiente virtual, em que todos têm voz e querem ser ouvidos (vistos), a comunicação alcançou um novo paradigma.


Crises de marca

Cada vez mais as marcas se preocupam com a evolução dessas tecnologias e, por isso, apostam em profissionais que cuidem da imagem das empresas, já que as organizações estão sendo severamente expostas.

Mas, às vezes, uma campanha mal planejada que traga a imagem de um produto ou serviço oferecido por determinada empresa de forma equivocada pode se transformar em algo negativo e gerar uma crise de marca.

E não pense que isso depende do tipo de negócio que você tem. Crise não escolhe hora, nem lugar! E quando ela vem, é fundamental que a empresa esteja preparada para lidar de forma assertiva.

Quem não se lembra de crises como a da marca de roupas do apresentador Luciano Huck, “Use Huck”, que se aproveitou da campanha “Somos todos Macacos” para vender camisetas, e como isso repercutiu nas redes sociais?

A C&A, por sua vez, lançou a campanha publicitária “Sou Gorda, Sou Sexy” e não agradou. Mesmo a marca tendo todo o cuidado em utilizar uma modelo plus size famosa (Maria Luiza Mendes), que tentava passar uma ideia, quebrar estereótipos e enaltecer o empoderamento das mulheres, a frase não pegou bem.

 


Muita gente não considerou a modelo "gorda", e as críticas foram muitas nas redes sociais. Várias pessoas alegaram que a C&A achava uma mulher "normal" gorda, o oposto da intenção da campanha.

E quando o Ministério dos Transportes acabou criando polêmica e revolta nas redes sociais com uma campanha que trazia as frases “Quem planta árvores pela cidade”, “Quem faz trabalhos voluntários”, “Quem resgata animais na rua” e “O melhor aluno da sala” junto ao complemento "pode matar"?

 


Esses casos abordam exemplos de crises que começaram na internet e acabaram viralizando, até gerando memes. Alguns órgãos, como a Secretaria da Saúde de São Paulo, no entanto, usaram a campanha a seu favor para alertar sobre outros temas, entre eles, adoção de animais.

 

A página Designerd também aproveitou o gancho e fez uma referência ao trabalho dos designers:


E até os fãs da série Game of Thrones foram no embalo e criam um meme para a rainha dos dragões:

 


Isso só mostra como as empresas precisam estar presentes às nas redes - que podem ser grandes aliadas em momentos de crise - e também antenadas às novas tecnologias que auxiliam a entender o comportamento do seu público nesse ambiente.

Crises como as que citamos acima, muitas vezes, acabam gerando danos incalculáveis para as empresas.  

Por isso, antes de sair soltando uma nova campanha ou até mesmo um simples post em uma rede social, defina bem a sua estratégia e como ela será utilizada. Precisa estar claro o que ela deseja alcançar, quem deseja atingir e que mensagem quer realmente passar.

Definir esses pontos antes de iniciar suas campanhas nas redes sociais, sejam elas publicitárias ou não, te ajudará a prever possíveis crises e também diminuir a chance delas acontecerem.

Quer saber mais sobre conteúdos de comunicação e mídias digitais? Então fique de olho em nosso blog!