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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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Colaboradores nas Redes Sociais: perigos e riscos para a organização

Segundo o estudo publicado pelo IBGE no início deste ano, sete em cada dez casas têm acesso à internet no Brasil e 69% dos brasileiros acessam à rede pelo celular. São quase 50 milhões de pessoas conectadas, interagindo, opinando, compartilhando conteúdo.

As empresas também estão presentes nas redes sociais, pois são uma ótima estratégia de marketing para vendas e relacionamento com o cliente. Mas o que acontece quando marca e pessoa física se associam neste meio?

Colaborador na rede

Quando um funcionário vincula de alguma forma o seu perfil pessoal a empresa, seja postando uma foto de uniforme ou informando o local de trabalho no perfil as coisas podem se complicar. A partir deste momento, tudo o que o trabalhador curtir, compartilhar, comentar e publicar passa a representar os valores, as crenças e a imagem da empresa, mesmo que indiretamente e pode causar uma crise de imagem

O empregado deve entender que não existe um muro separando o real do virtual, a vida pessoal da vida profissional, a postura nas redes sociais reflete seus pensamentos e até suas atitudes. Hoje as mídias sociais têm muito mais relevância do que as conversas de corredor, já que o texto e a imagem ficam eternizados na rede e disponível para todos.

O papel do RH

O setor de recursos humanos tem a obrigação de tornar conhecida as regras da empresa, assim como os valores e crenças, e deve também, incorporar a cultura da empresa na rotina da equipe. Quando o colaborador vive a cultura da empresa, as chances de causar alguma situação incômoda são menores.

O Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) realizou uma pesquisa para a Você S/A e revelou que o número de empresas que observam o comportamento dos profissionais das mídias sociais é cada vez maior.

Segundo os profissionais de RH, o comportamento nas redes sociais pode influenciar a promoção, a punição e até resultar em demissão. Afinal, o que uma pessoa faz nas horas vagas revela que ela é realmente e pesa mais em sua reputação.

Liberdade de expressão

A liberdade de expressão está garantida pela Constituição (Art. 5º, IX), no entanto, ela garante que o individuo possa publicar, comentar ou compartilhar qualquer conteúdo sem sofrer as consequências.

De acordo com o artigo 482 da CLT, qualquer ato lesivo contra a honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos constituem justa causa.

Entende-se então, que tudo o que se publica em lugar público na internet pode ser considerado motivo para demissão, principalmente se o conteúdo é impróprio como apologia a qualquer tipo de violência ou preconceito.

E o papel da empresa?

O melhor caminho é a empresa trabalhar a gestão de crise ou o gerenciamento de crise adotando uma política interna clara, com manual de boas práticas, inclusive nas mídias sociais. O material pode conter detalhes de situações aceitáveis e não aceitáveis, esclarecendo as possíveis consequências e penalidades.

É essencial garantir que todos os funcionários tenham acesso à política organizacional e que entendam que o comportamento pessoal pode impactar a imagem da empresa.

Gerenciamento de Crise

Em caso de mau comportamento, é necessário analisar a situação e perceber se houve um mal-entendido ou se será preciso tomar providências. Pronunciar-se rapidamente e esclarecer o posicionamento da organização pode minimizar os prejuízos. 

Explicar o ocorrido, afirmar que as medidas cabíveis serão tomadas, pedir desculpas, o importante é não deixar passar em branco, afinal quem cala consente.

A WPB é a primeira empresa no Brasil especializada na gestão e gerenciamento de crise nas redes sociais – um assunto polêmico que atinge empresas de qualquer tamanho e espécie. Se quiser saber mais, entre em contato pelo email contato@weplanbefore.com.br.

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