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Gerenciamento de Crise: 6 erros comuns cometidos que agravam ainda mais

É comum que grande parte das pessoas confundam “crise” com “problema”, mas são coisas bem distintas. Problemas podem ser resolvidos no dia-a-dia, é fácil administrá-los. Mas um problema não resolvido ou mal resolvido tem grandes chances de se tornar uma crise.

Na última década houve uma crescente preocupação por parte das corporações em relação à gestão e o gerenciamento de crise, principalmente após a implementação da Lei Empresa Limpa. Já falamos aqui sobre a importância do manual de conduta, a relevância do setor de Recursos Humanos, o que é cultura organizacional, o perfil do profissional de compliance, entre outros temas que você pode conferir aqui. Mas neste post vamos falar sobre erros que são cometidos por grande parte das empresas e que podem ser evitados:

1. Má gestão

O erro mais comum entre as organizações é a má gestão, ou seja, aqueles pequenos deslizes cometidos no dia-a-dia, que são empurrados com a barriga, e no futuro acabam gerando uma grande crise. De acordo com algumas pesquisas, 80% das crises no mundo começam por causas internas, falhas na administração, erros humanos e isso nos leva ao próximo erro.

2. Falta de prevenção

As empresas têm o hábito de acreditar que são invulneráveis, inabaláveis e se esquecem que todos possuem algum tipo de teto de vidro. Este é um erro grave, pois todos estão sujeitos a passarem por momentos difíceis em algum momento da vida. Por isso, é muito importante investir em mecanismos de prevenção através de um bom planejamento estratégico.

3. Responsáveis

Há muitas dúvidas relacionadas a quem ou qual departamento é responsável por cuidar de uma crise e geralmente a responsabilidade recai sobre a comunicação e o marketing. Claro que a comunicação é parte essencial no processo de gestão e gerenciamento de crise, mas os responsáveis por cuidarem da crise são os gestores.

Em muitas empresas, o que acontece é que os líderes, diretores, executivos, terceirizam a crise e jogam a responsabilidade para os outros setores o que pode ser prejudicial para a imagem e reputação da organização. O indicado é que se crie um comitê formado por lideranças e funcionários de diversos setores para que em conjunto apliquem o plano de gerenciamento de crise.

4. Falta de comunicação de transparência

Quando uma crise estoura todos esperam ansiosos pelo posicionamento da empresa. Hoje, a comunicação instantânea por meio da internet exige uma comunicação ágil em “real time”. Crise não se combate com burocracia, mas com rapidez e transparência. É preciso definir por quais canais a empresa vai se comunicar, em quais redes sociais, qual o tom de voz deve ser utilizado. A mensagem precisa ser objetiva, transparente e eficiente.

5. Falta de humildade

É preciso ter humildade para reconhecer o problema e admitir os erros cometidos, é essa a atitude esperada de uma empresa madura. Reconhecer o que houve, comunicar o fato e mesmo que não tenha conhecimento dos detalhes, informar que tudo está sendo analisado para trazer dados mais precisos e soluções eficazes.

É possível evitar uma crise ou superá-la sem grandes prejuízos se houver dedicação na aplicação da gestão e do gerenciamento de crise. 

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