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Setembro Amarelo: suicídio e trabalho, um risco real

O suicídio em ambiente de trabalho ainda é um tabu e raramente é abordado, a não ser quando o tema chega às manchetes por conta de algum caso extremo. O desconhecimento, ou o descrédito, em relação ao tema no ambiente empresarial está fazendo com que as taxas cresçam em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde o suicídio é a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos no país. 

Ambiente de trabalho

No Brasil ainda não há dados oficiais que apontem o trabalho como uma das causas para o suicídio. Mas o Japão registra em média 2 mil mortes por trabalho excessivo.

Segundo a OMS não é possível relacionar o suicídio a um único fator, como questões de trabalho, por exemplo, mas a diversos fatores como predisposição genética, situações estressantes, ambientes desagradáveis, depressão. Porém, existem alguns gatilhos relacionados ao trabalho que podem ser identificados: estresse, sobrecarga, exigência de resultados, exclusão, assédio moral ou sexual, medo do desemprego.

Médicos e bancários

De acordo com a Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), alguns profissionais são mais propensos ao suicídio. Nos EUA, policiais, médicos e soldados são profissões de maior risco. Já no Brasil, estudos apontam que os bancários, anestesistas, oncologistas e enfermeiros são as profissões com maior taxa de Síndrome de Burnout, que pode evoluir para o suicídio.

Mulheres

Apesar dos homens representarem 79% dos casos de suicídio, as mulheres ocupam o primeiro lugar em tentativas, 69%. As mulheres também apresentam maior quantidade de recorrência.

O papel das empresas

A prevenção do suicídio entre os funcionários é uma questão de reduzir os gatilhos, 90% dos casos de suicídio podem ser evitados. 

Além disso, o Setembro Amarelo é uma ótima oportunidade para conscientizar a equipe e elaborar mecanismos que permitam ouvir as reais necessidades dos empregados.

A empresa também pode contar com o apoio da medicina do trabalho para acolher funcionários em busca de ajuda.